Introdução: A Crise Gerencial e o Custo-Benefício Social
A crise de confiança na política não é apenas ideológica; ela é também gerencial. A inexperiência e a falta de rigor na alocação de recursos geram um ciclo vicioso de má gestão.
- No Executivo: Historicamente, os cargos de liderança são ocupados por figuras que, muitas vezes, não possuem experiência comprovada em gestão, negociações ou liderança complexa. A inexperiência de um gestor compromete o futuro de uma cidade ou de um país.
- No Legislativo: Este poder frequentemente gera um custo exorbitante aos cofres públicos. Além do alto gasto, a presença ou interação dos legisladores é sentida somente nas partes mais altas da discussão pública, o que o distancia da vida cotidiana e diminui sua efetividade.
A política, por sua vez, deve ser vista como mais uma carreira profissional que exige dedicação, conhecimento técnico e preparação através de uma progressão gradual. Não é mais aceitável que a inexperiência comprometa o futuro de uma nação.
Para resolver essa equação, nosso princípio é claro: cada nível de poder deve ter um pre-requisito para a vaga e ser dimensionado pelo seu custo-benefício social. Para isso, criamos uma hierarquia que exige experiência e formação prévia e estabelecemos cargos em regimes de trabalho e remuneração coerentes com a dedicação necessária.
A Estrutura e Progressão de Carreira
O nosso modelo de reestruturação estabelece uma hierarquia em quatro níveis (Municipal, Cantonal, Estadual e Federal), baseada no princípio de que a questão geográfica também influencia na qualidade da gestão. Baseados nesse cenário, temos o seguinte plano:
Nível 1: Municipal (O Ponto de Partida)
O nível Municipal é a fundação da carreira política, focado na gestão direta e na máxima proximidade com o cidadão (dentro da nova estrutura de cidades menores).
A Central Municipal agiria como um Hub de serviços públicos, agregando as funções de cartórios (notas, civil, eleitoral), Receita Federal, Poupatempo e outros serviços. Uma vez recebida a solicitação, a Central tomaria a providência ou encaminharia ao órgão responsável, servindo como facilitador e fazendo o acompanhamento em nome do cidadão.
O novo Presidente Municipal tem que fazer um curso de pos-graduação em Gestão Pública em sua primeira eleição. O novo Conselheiro deve fazer um curso básico em Direito Público.
Eleitores votam para preencher as 10 cadeiras fixas do conselho. O conselheiro mais bem votado se torna automaticamente o presidente do conselho (totalizando 11 cadeiras), e sua vaga é reposta pelo suplente direto.
| Cargo | Tipo de Trabalho | Requisitos | Reeleição Máxima |
| Presidente Municipal (antigo Prefeito) | Integral (Regime CLT). Salário de executivo de pequeno porte. | Maior de 25 anos. Formação técnica ou superior em áreas correlatas à administração, ou experiência mínima de 2 anos como gestor em empresas. | 2x (seguidas ou não) |
| Conselheiro Municipal (antigo Vereador) | Parcial (2 dias/mês), recebe apenas ajuda de custo. | Maior de idade, alfabetizado. Nenhuma formação superior exigida. | 3x (seguidas ou não) |
Nível 2: Cantonal (Coordenação e Auditoria)
Neste nível, o Presidente se preocupa menos com o dia a dia dos cidadãos e deve agir como um Coach dos novos presidentes municipais e ajudar no planejamento da relação entre as cidades vizinhas, sendo um estágio essencial de aprendizado regional.
Tanto o novo Presidente quanto o novo Conselheiro devem fazer um curso sobre auditoria pública e devem aprovar as contas dos municípios.
Eleitores votam para preencher as 20 cadeiras fixas do conselho. O conselheiro mais bem votado se torna automaticamente o presidente do conselho (totalizando 21 cadeiras), e sua vaga é reposta pelo suplente direto.
| Cargo | Tipo de Trabalho | Requisitos e Foco Principal | Reeleição Máxima |
| Presidente Cantonal | Integral (Regime CLT). Salário de executivo de médio porte. | Experiência obrigatória como Presidente Municipal. Foco: Treinar, acompanhar e auditar os novos presidentes municipais, e achar soluções regionais. | 1x (sem reeleição) |
| Conselho Cantonal | Parcial (2 dias/mês) recebe apenas ajuda de custo. | Experiencia como Presidente ou Conselheiro Municipal. Foco em Auditoria e Sabatinas dos Presidentes Municipais. | 3x (seguidas ou não) |
Nível 3: Estado (Governança regional)
O nível Estadual exige muita dedicação, dadas as necessidades de viagem pelo território e as responsabilidades com segurança pública, saúde e o controle fiscal da região, sendo a primeira instância do poder executivo de grande escala.
O novo Presidente deve fazer um curso sobre crescimento sustentável. Tanto o novo Presidente quanto o novo Conselheiro devem fazer um curso sobre direito fiscal.
Eleitores votam para preencher as 50 cadeiras fixas do conselho. O conselheiro mais bem votado se torna automaticamente o presidente do conselho (totalizando 51 cadeiras, e sua vaga é reposta pelo suplente direto.
| Cargo | Tipo de Trabalho | Requisitos e Foco Principal | Reeleição Máxima |
| Presidente Estadual (Antigo governador) | Integral (Regime CLT). Salário de executivo de grande porte. | Experiência obrigatória como Prefeito Cantonal. | 2x (seguidas ou não) |
| Conselheiro Estadual (Antigo Deputado Estadual) | Parcial (4 dias/mês) recebe apenas ajuda de custo. | Experiência obrigatória como Conselheiro ou Presidente Cantonal. | 3x (seguidas ou não) |
Nível 4: Federal (A Liderança Nacional)
O topo da carreira, exigindo a máxima experiência gerencial e legislativa.
O novo Presidente deve fazer um curso sobre planejamento militar. Tanto o novo Presidente quanto o novo Conselheiro devem fazer um curso sobre relações internacionais.
A nova posição de Senador, sem a possibilidade de reeleição e com requisitos de formação acadêmica mais amplos, busca trazer um contrapeso científico ao cenário político. Os novos Senadores devem fazer um curso de aprimoramento em gestão pública, direito público e relações internacionais, caso necessário.
O Conselho de Ética do Senado é feito pelo Conselho Federal, e o do Conselho Federal é feito pelo Senado, garantindo uma fiscalização cruzada e menos parcial.
Eleitores votam para preencher as 100 cadeiras fixas do conselho. O conselheiro mais bem votado se torna automaticamente o presidente do conselho (totalizando 101 cadeiras), e sua vaga é reposta pelo suplente direto.
Eleitores votam para preencher as cadeiras do Senado (valor fixo de 2 cadeiras por Estado). A reposição do Senador é feita por eleição alternada (como o mandato é de 8 anos, a cada 4 anos um novo é eleito). A cada 6 meses, os senadores elegem internamente um novo presidente do Senado.
| Cargo | Tipo de Trabalho | Requisitos e Foco Principal | Reeleição Máxima |
| Presidente Federal | Integral (Regime CLT). Salário de executivo de multinacional. | Experiência obrigatória como Prefeito Estadual. | 2x (seguidas ou não) |
| Conselheiro Federal (Deputado Federal) | Integral (Regime CLT). Salário de executivo de grande porte. | Experiência obrigatória como Conselheiro ou Presidente Estadual. | 3x (seguidas ou não) |
| Senador da República | Integral (Regime CLT). Salário de executivo de grande porte. | Maior de 30 anos. Pós-graduação em Administração Pública, Direito, Economia ou Filosofia. | 1x (total de 8 anos) |
Conclusão
O sistema de Hierarquia de Cargos é a garantia de que a inexperiência não será mais um passaporte para a liderança. Ao exigir experiência e formação progressiva, garantimos que os cargos executivos sejam ocupados por gestores comprovados e que os legislativos se tornem mais preparados, eficazes e com custo-benefício coerente.
A profissionalização da política não é um luxo, mas uma necessidade urgente para o desenvolvimento do país.
Você concorda que a obrigatoriedade da experiência em níveis inferiores é essencial para a qualidade da gestão pública? Deixe seu comentário e continue traçando o vetor para o futuro do Brasil.


